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domingo, outubro 30

QUAL É O SEU DOM? QUAL É A SUA MISSÃO NA VIDA?


por Márian - Marta Magalhães *


É quase certo que algum dia você já se perguntou: Qual será o meu Dom? Qual é a minha missão nesta vida? Talvez você não tenha obtido resposta na ocasião, mas pode ter certeza que todo mundo tem um Dom, portanto, você também tem. É através desse Dom que devemos servir aos outros cumprindo a nossa missão de vida e assim nos realizarmos internamente e como consequência externamente também.

Para algumas pessoas, estas questões já estão bem resolvidas, mas para muitas as respostas ainda são incógnitas a serem decifradas. Essas pessoas se sentem em conflito e sem direção diante do que devem fazer na vida, pois os valores espirituais e materiais se confrontam na mente delas criando muitas dúvidas que a impedem de descobrir qual é o seu verdadeiro Dom.

Para essas pessoas existe muita confusão em relação de como esses dons podem se manifestar. Talvez essas pessoas pensem que só pessoas especiais têm dons. Na cabeça delas, o Dom deve ser uma coisa muito rara de se ter... Deve ser comum elas dizerem: eu não tenho nenhum Dom e não sei o que fazer na vida, acho que não sei fazer nada...

O Dom, como a palavra já diz, é uma dádiva, um presente cósmico que rebemos quando nascemos. Alguns dons também podem ser o resultado de experiências, estudos e especializações feitas em vidas passadas.

Algumas pessoas têm vários dons, mas isso não quer dizer que tenham mais importância para o Cosmos, talvez elas tenham mais responsabilidade, pois como os nossos orientadores nos dizem, "quanto mais se sabe, mais se tem pelo que responder". Outros têm apenas um Dom e também não são menores diante dos outros, pois talvez sejam muito especializados naquilo que sabem ou fazem... Portanto medidas mundanas não nos servem para analisar estas questões.

Bem, na realidade o Dom é algo muito simples, ele é puramente aquilo que temos maior facilidade e também prazer em fazer. Pode ser o Dom de cozinhar, o Dom de falar, o Dom de desenhar, o Dom de educar ou o Dom de medicar. Tem também o Dom de limpar, de planejar ou de construir e também o Dom de fazer os outros sorrirem. O que as pessoas precisam entender é que qualquer tarefa realizada com Amor é uma manifestação de algum Dom. Não existe um Dom mais valioso que o outro, pois todos eles são complementares entre si para ajudar a estabelecermos a unidade entre nós.

Voltando à questão de como descobrir qual é a sua missão de vida, em vez de se perguntar qual é o seu Dom, pergunte-se o que você gosta mais de fazer, o que você faz com naturalidade, o que lhe traz alegria ao fazer. A resposta deve ser sincera, sem estar ligada ao que a sociedade espera ou esperaria de você. Também não tente enganar a si mesmo buscando uma resposta ligada às suas expectativas materiais, esta resposta deve ser franca e vir lá do seu íntimo, do seu coração. Não pense no salário relativo à profissão escolhida, mas sim como você poderá exercer essa profissão de forma digna dando o melhor de si mesmo. Não é preciso um alto cargo em uma empresa ou então se tornar alguém famoso para se realizar internamente, é preciso apenas entender que você só será feliz se fizer o que realmente veio fazer aqui através do seu Dom.

Um exercício que talvez ajude você a descobrir qual é o seu Dom, é buscar lembranças na sua infância. Tente lembrar-se de coisas que você gostava de fazer na época ou então o que você gostava de ver os outros fazerem.

Os erros que geralmente acometem as pessoas ao fazerem escolhas sobre as suas profissões estão em não levarem a sério a sua intuição e se apegarem somente ao que a sociedade lhes impõe como modelo. Precisamos nos lembrar de que os valores estabelecidos pelo atual sistema só visam o lado material, e o que deve importar para nós realmente é o lado espiritual da situação.

Estamos cansados de ver pessoas insatisfeitas e confusas em relação ao que fazem porque simplesmente elas não descobriram ainda qual o seu verdadeiro Dom e escolheram missões totalmente equivocadas porque se deixaram levar pela opinião dos outros ou pelo seu próprio Ego.

Se você é uma dessas pessoas não se desanime, nunca é tarde para se descobrir, faça uma meditação sobre isso e deixe o seu Eu Maior lhe mostrar qual é o seu verdadeiro DOM e seja feliz. Acredite, você é naturalmente livre para escolher a resposta certa, ok?


* Márian - Marta Magalhães é Terapeuta Holística e Artista Plástica. Recebe orientações de Seres de Luz que visam o aperfeiçoamento do Ser Humano através do exercício do Silêncio, do resgate dos Princípios da LUZ e da vivificação do AMOR.

domingo, agosto 14

Apenas um recado...

O recado espiritual das Almas Livres

* Wagner Borges 

(Falando de Renovação Consciencial)

Olá, caro rapaz!
Que bom que você veio.
Porque há um poder maior que o trouxe até aqui.
O mesmo poder que lhe deu a vida e o fez descer a esse lindo planeta azulado.
No entanto, por que você se ilude pensando que pode controlar tudo?
Saiba que não lhe pertence nem mesmo o corpo que lhe serve de veículo carnal nesse momento. E só Deus sabe o seu tempo de experiência na Terra.
E, se nem isso você sabe, como poderá avaliar o que é certo no tempo e na vida dos outros? Você está aqui só de passagem... E todos os homens também!
Então, faça o seu trânsito de mente aberta e coração magnânimo.
Você possui mais bagagem espiritual do que acredita. Use-a.
Você não é vítima de nada e o universo não está sequer de olho em você, quanto mais perseguindo-o. Quem vem se punindo é você mesmo... Porque deixou de acreditar em si mesmo e na força do seu espírito.
E o seu amor não foi embora, não. Está aí, com seu brilho empanado por suas lágrimas, dentro do seu coração. Aliás, sempre esteve... E é a coisa mais linda de todas.
E a sua luz brilha além da linha do horizonte do que você acha da vida... Sim, bem além, até mesmo das estrelas, pois sua natureza é a mesma do Supremo.
Ah, você deixou de escutar a canção do espírito em seu coração... E isso o machucou demais. E só agora é que você está percebendo isso.
Mas, tudo tem seu momento e, agora, você está aqui.
Porque uma das almas livres soprou uma inspiração em sua mente, por ordem do Amor Que Gera a Vida. E, agora, você sabe que não foi esquecido, mesmo quando você se esqueceu do próprio espírito.
E, no silêncio do Amor Que Ama Sem Nome, uma luz o guiou até aqui.
Então, eu quero lhe dizer que sua dor é conhecida, assim como o seu coração.
E, dos escombros de suas emoções e do seu choro, está emergindo algo melhor.
Porque você tem a Força do Eterno em seu próprio ser. Você já tinha, antes mesmo de reencarnar na Terra. E é Dela que você deve se nutrir, em espírito em verdade.
E uma das almas livre, tranquilas e magnânimas, o abençoou secretamente.
Sim, "lá das esferas espirituais elevadas", alguém que ama em silêncio tocou seu coração. E eu não sei mais o que lhe dizer. E nem o tempo de coisa alguma.
Eu só sei sentir e escrever...
E sei que nenhum de nós caminha sozinho, mesmo naqueles momentos em que pensamos que o céu nos abandonou... Porque há almas livres, velando em silêncio, por nossos corações.
Suas dores são conhecidas, e as minhas também - e a de todos os seres humanos.
E é nos momentos difíceis que precisamos nos lembrar disso.
Portanto, acalme o seu coração. Voe espiritualmente, nas asas da prece, e capte a Luz do Todo. E quando abraçar alguém, que não seja por dramas, mas, pela alegria de um reencontro. Pela grandeza do Amor. Pela Força do Espírito.
E que tudo se esclareça e você e seus entes queridos reconstruam suas emoções e sigam em frente...
Ah, que bom que você veio!
Para que eu lhe ofereça, aqui e agora, esse presente: o conhecimento de que uma das almas livres olha por você.
Então, que esse olhar secreto, sereno e amoroso, apazigue o seu coração.
Para que você volte a perceber o Amor mais lindo de todos, na Terra ou no Astral.
Para que suas lágrimas se transformem em muitas risadas, com gosto e paz.


Fonte:http://www.stum.com.br/
*Wagner Borges é pesquisador, conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.



domingo, agosto 7

Escolhendo a verdade

Escolhendo a Verdade

* Elisabeth Cavalcante 

Para muitas pessoas, chega um momento na vida em que a verdade de quem realmente são, começa a se impor. Por mais que tentem ignorar este chamado, ele se torna cada dia mais intenso, até que a falsa identidade que elas carregam se torna um fardo pesado demais e precisa ser abandonado.

Este fenômeno, conhecido como o despertar interior ou a noite escura da alma, pode acontecer, de repente, sem qualquer aviso, ou ter início a partir de algum acontecimento extremamente difícil, doloroso, como uma perda afetiva ou uma doença grave.

É quando descobrem que a fachada que assumiram como o eu real, mostra-se, repentinamente frágil, vulnerável e incapaz de lhes dar sustentação em circunstâncias desafiadoras, onde os alicerces em que se apoiavam parecem desaparecer.

Quando chega este momento, a saída é ir cada vez mais fundo neste mergulho interior, por mais assustador que ele pareça a princípio. Aos poucos, todas as falsas camadas que encobrem o verdadeiro ser, vão sendo dissolvidas e se revela, então, uma fonte inesgotável de paz, equilíbrio e serenidade, para a qual sempre é possível retornar.

A partir deste momento, já não nos sentimos mais confortáveis na velha identidade, pois ela se baseava no medo, na angústia e na falta de confiança em nosso poder. Quando este fenômeno acontece, entregamo-nos à vida em total confiança, com a certeza de que, seja o que for que ela nos traga, estará em conformidade com o que nosso ser verdadeiro precisa para crescer, expandir-se, evoluir.

Escolher a verdade é sempre o caminho mais saudável, ainda que os percalços se apresentem pois, ao final, as recompensas certamente compensarão todos os sobressaltos.

...Quando você se esconde atrás de fachadas, o real começa a morrer e o não real prospera, torna-se mais robusto. Se você se expuser, o não-verdadeiro irá morrer, ele estará pronto para morrer, porque o não verdadeiro não consegue permanecer no aberto. Ele consegue permanecer apenas em sigilo, na escuridão, nos túneis da sua inconsciência. Se você o trouxer à consciência, ele começará a evaporar. (......)

...No começo vai ser realmente muito assustador, mas logo você começará a ganhar força porque uma vez que a verdade é exposta, ela se torna mais forte e a não verdade morre. E com a verdade tornando-se mais forte, você se tornará mais enraizado e centrado. Você começa a se tornar um indivíduo. A personalidade desaparece e o indivíduo aparece.

A personalidade é falsa e a individualidade é substancial. A personalidade é simplesmente uma fachada e a individualidade é a sua verdade. A personalidade lhe é imposta de fora, é uma persona, uma máscara. A individualidade é a sua realidade, ela é como Deus o fez. A personalidade é uma sofisticação social, um polimento social. A individualidade é crua, selvagem, forte e com tremendo poder.

Somente no começo haverá medo. Por isso a necessidade de um Mestre, para que no começo ele possa segurar suas mãos e lhe dar suporte, para que ele possa levar-lhe a dar alguns passos com ele. O Mestre não é um psicanalista. Ele é muito mais. O psicanalista é um profissional e o Mestre não é um profissional. Não é sua profissão ajudar as pessoas, é a sua vocação, é o seu amor, é a sua compaixão.
E por causa dessa compaixão ele o conduz apenas o tanto que você precisa dele. No momento em que ele sente que você pode ir por si mesmo, ele começa a soltar as suas mãos. Embora você quisesse continuar agarrado, ele não pode permitir isso.

Uma vez que você esteja pronto, corajoso e desafiador; uma vez que você tenha experimentado a liberdade da verdade, a liberdade de expor a sua realidade, você poderá seguir por si mesmo. Você conseguirá ser uma luz para si mesmo.

Mas o medo é natural... o medo surge porque uma grande crise de identidade aparece... você tem sido um certo tipo de pessoa. ....abandonar aquela identidade e começar a aprender a respeito de si mesmo desde o ABC é assustador.
...O medo é natural. Não o condene e não sinta que ele é algo errado. Ele é apenas parte de toda essa educação social. Nós temos que aceitá-lo e ir além dele. Sem condená-lo, nós temos que ir além dele.

...Você irá descobrir o sabor da verdad ...Sua velha identidade será perdida e você terá uma concepção totalmente nova. Não será, na verdade, uma identidade, mas uma nova visão, uma nova maneira de ver as coisas, uma nova perspectiva.

...Você nunca alcançará uma outra identidade. A sua velha identidade terá ido embora e, pela primeira vez, você começará a sentir-se como uma onda no oceano de Deus. Isso não será uma identidade porque você não estará ali. Você terá desaparecido. Deus terá se apoderado de você.
Se você colocar em risco o falso, a verdade poderá ser sua. E ela vale isso, porque você coloca em risco apenas o falso e ganha a verdade. Você nada arrisca e ganha tudo.

...É melhor ficar quieto, diz a mente. É melhor não trazer todos os velhos fantasmas, não liberá-los. É melhor deixá-los sentados lá....'você já agüentou tanto tempo, por que você não pode agüentar alguns dias mais? Por que criar perturbações? Por que criar agitações desnecessariamente?'

...A repressão cria o inconsciente. Quanto mais reprimido você for, maior o inconsciente que você tem. O que na verdade é o inconsciente? Ele é aquela parte de sua mente que fica de lado, é aquela parte de sua casa onde você nunca vai, o porão. Você vai atirando ali todo tipo de coisas e nunca você vai lá. (...)

O inconsciente é uma criação da civilização. Quanto mais civilizado você for, mais inconsciente você será. Se você for absolutamente civilizado, você será um robô, você será absolutamente inconsciente. Isso é o que está acontecendo. Esta calamidade está acontecendo em todo o mundo. Isso tem que parar. E a única maneira de parar isso é ajudando as pessoas a colocar para fora os seus inconscientes nas meditações.

...não perca esta oportunidade.... Mas você tem que começar neste exato momento a viver conscientemente. Somente então você poderá morrer conscientemente. Mesmo que você consiga viver conscientemente por poucos anos, isso será o suficiente. Mesmo alguns meses ou mesmo alguns dias, se a intensidade for grande, mesmo alguns minutos serão suficientes para viver conscientemente. Então, a pessoa se torna capaz de morrer conscientemente. E morrer conscientemente é ressuscitar numa dimensão totalmente diferente, a dimensão do divino". 

OSHO - The Guest.


*Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.

sexta-feira, maio 6

Para realizar nossos desejos precisamos reconhecer nossas necessidades

Por Bel Cesar *





Por que nossos desejos nos parecem tão inalcançáveis? Porque não soubemos atender às nossas necessidades...
Quando não reconhecemos nossas necessidades, corremos o risco de não estabelecer os limites reais entre o que podemos e queremos oferecer.
Em geral, temos dificuldade para discernir a diferença entre necessidades e desejo. 
Desejo é a motivação de manifestar algo, seja interno ou externo a nós, que nos proporciona prazer e satisfação. Já as necessidades são todas as condições que precisamos adquirir e amadurecer para que nossa motivação possa se manifestar de modo estruturado. Neste sentido, para conquistarmos o que quer que seja, interior ou exteriormente, temos antes que primeiro adquirir uma base sólida. 
No entanto, na maioria das vezes, passamos por cima de nossas necessidades pois cremos que basta seguir nossos desejos para encontrar a felicidade. 
O problema é que sem atender nossas necessidades não teremos condições reais para sustentar a manifestação de nossos desejos! 
É como a construção de uma casa: primeiro, temos que analisar as condições do terreno, construir uma boa fundação, para depois ver a casa de nossos sonhos sendo construída... Caso contrário, estaremos construindo um castelo de areia. 

Muitas vezes, associamos o fato de reconhecermos aquilo que nos falta como um sinal de carência, fraqueza e vulnerabilidade. Se tivermos uma autoimagem baseada no condicionamento de que somos insuficientes para enfrentar as adversidades, iremos naturalmente evitar olhar de frente o que nos falta. No entanto, isso é um erro de interpretação. Perceber nossas necessidades é apenas o primeiro passo do processo de autorrealização.
O perigo de nos sentirmos envergonhados de nossas necessidades é que acostumamos a escondê-las de nós próprios e dos outros. Desta forma, com frequência dizemos: "Não se preocupe comigo" (o famoso "tudo bem"). Associamos à ideia de que nossas necessidades podem incomodar os outros. Declaramos de que "não precisamos de nada" devido ao medo de nos tornamos um peso extra e sermos rejeitados. Afinal, quem nunca "dá trabalho" não corre o risco de ser excluído... 
No entanto, desta forma, o feitiço se volta contra o feiticeiro. Poderemos não ser excluídos, mas seremos facilmente vítimas de abusados, pois nossas necessidades não serão reconhecidas e muito menos atendidas!
Nós mulheres, porque escutamos várias vezes o conto da Cinderela, aprendemos desde pequenas a associar a ideia de que precisamos primeiro sofrer para depois termos momentos de prazer. Afinal, Cinderela só poderia ir ao baile depois que tivesse cumprido todas as ordens de suas irmãs. 
Mas, se reconhecermos essas irmãs como um símbolo de nossas necessidades internas, a coisa muda de figura. Atender às nossas necessidades é um dever que temos para conosco. Ou seja, ao "escutar as ordens de nossas irmãs", estaremos simplesmente atendendo às exigências que surgem diante de um processo de realização. 
Neste sentindo, cumprir nossas obrigações deixa de ser um fardo para se tornar parte do processo de amadurecimento das condições necessárias para manifestar nossos desejos. 
Seguir nossos desejos sem ter revisto nossas necessidades é uma forma de autodestruição. Pois, sem atender nossas necessidades, não somos capazes de sustentar nossos desejos. 
Por exemplo, podemos ter o desejo de subir o Everest (substitua-o mesmo por algo que você queira muito), mas se ao começarmos a subir a montanha não nos dermos conta de que não temos os sapatos adequados, estaremos fadados ao fracasso. 
Voltar para trás em busca de melhores condições não quer dizer desistir do desejo de subir a montanha, mas, simplesmente, compreender que nossas necessidades vêm em primeiro lugar!
Fazer esforço com perseverança faz parte de nossas conquistas, mas se passarmos por cima de nossas necessidades esse sofrimento se tornará inútil.
Precisamos aprender a considerar nossas necessidades como algo precioso e de grande valor ao invés de associá-las a uma condição de fraqueza ou insuficiência.

Nossas necessidades possuem um valor de moeda de troca importante em nossos relacionamentos. Afinal, para atender as necessidades alheias precisamos incluir também as nossas necessidades para ajudá-los!
Imagine a seguinte situação: você está apaixonada e seu amor pede que o leve ao aeroporto às 5h30 da manhã, pois passará seis meses fora do país. Sem hesitar, você diz que sim. Em seguida, ele a convida para jantar fora no restaurante de que você mais gosta. Imediatamente, você aceita. Vocês voltam para casa tarde, depois de alguns copos de vinho e acordam cedo para ir ao aeroporto. Depois, no caminho para o trabalho, você começa a sentir o cansaço tomando conta de seu corpo e sua mente. Triste com a despedida e irritada com a falta de sono, passa o dia distorcendo a realidade devido ao seu mau humor. As consequências desta empreitada mal elaborada virão à tona uma hora ou outra...
O fato é que desta forma você foi ao baile sem ter arrumado sua cozinha... Ao seguir impulsivamente o desejo de agradar seu namorado, deixou de se autopreservar. O hábito de agradar ao outro a qualquer custo faz com que as suas necessidades não sejam vistas.
À medida que aprendemos a atender às nossas necessidades diante das necessidades alheias, passamos a ter relacionamentos mais saudáveis. Pois, livres do fardo de corresponder às expectativas alheias como ordens inquestionáveis, passamos a nos sentir recompensados pelos benefícios de cuidarmos de nós mesmos.




* é psicóloga e pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano.Trabalha com a técnica de EMDR, um método de Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares. Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções e Mania de sofrer pela editora Gaia. 

sábado, abril 30

A alma...


 


PLUG: A senha da sua Alma

por Nathalie Favaron 
Um encontro de alma que acontece logo ao amanhecer.
Quando você abre os olhos e sente, percebe que tem algo mais ali. É a sua Alma.
Aquela parte sábia e completa que com sua presença ilumina e clareia todos seus pensamentos.
É como se nesse dia você já soubesse de tudo que vai acontecer e com uma certeza inabalável.
Às vezes, temos essa percepção apenas para partes ou fases do dia.
Mas com treino podemos ter isso para fases da vida e depois, naturalmente, transpomos essa união, essa conjunção, este encontro para nossa rotina diária.
Sua Alma está ligada ao plano mais Alto.
A sabedoria e a conexão acontecem num piscar de olhos, a ponto de apenas respirarmos e tudo passa a estar e ser ligado.
É como uma rede de wireless(wi-fi) com sinal aberto a todos.
O campo de todas as possibilidades e respostas está aberto a todos que possuem a senha. É como ter a senha da rede.
Você insere a senha e PLUG, tudo fica conectado ao universo que tudo cria e pode.
Essa senha você já tem!
Essa conexão já é você!

Isso tudo é uma chave.
A chave para a criação total de sua vida.
A conexão infinita de sua Alma com o Todo, o que tudo É!
No início, precisamos de mais tempo, mais treino, rituais, mestres terrenos.
Depois que aprendemos como receber a senha para a conexão, simplesmente PLUG, e já estamos conectados.
A maior rede que já existiu e existe. E alguns de vocês achavam que quando falávamos nisso nos referíamos à internet...
Vocês são realmente incríveis, mas às vezes bastante ingênuos e um tanto tímidos nos seus desejos e capacidades de imaginação.
Você tudo pode!
A chave é o PLUG.
Conecte-se à sua alma e deixe que ela o leve a algo maior.
A maior rede que já existiu e existe. A rede que liga a todos.
Onde Tudo O que É existe.
Onde todas as possibilidades existem.
Onde você tudo pode!
Seja bem-vindo de volta para casa!
A conexão com essa grande rede é a volta para casa.
E, novamente, vocês pensaram que seriam levados para outro lugar...
A sua casa é aqui mesmo.
E a chave está com vocês!
Permitam-se pensar de forma nova e criativa. Saiam do lugar comum, lembrem-se de olhar algo novo ou olhar algo velho de forma nova.
Experimentem, ousem e, acima de tudo, acreditem que tudo será diferente.
E, assim, Tudo O Que É, será!
Sejam bem-vindos à Nova Era!
A Era do PLUG.
Namastê!


P – people = pessoas
L – linked = ligadas/conectadas
U – unlimited to = ilimitadamente
G – GOD = Deus
“Pessoas ligadas/conectadas ilimitadamente a Deus”.


*Nathalie Favaron é Coach certificada pela European Coaching Association e Terapeuta Sistêmica especializada em Constelações Individuais Familiares e Organizacionais. 

segunda-feira, abril 18

Observe-se


Observar-se é apenas o começo de uma espetacular virada na forma de entendermos as Causas e os Efeitos de nossas vidas.

Precisamos nos aprofundar para podermos entender que os nossos pensamentos têm origem nos nossos valores. 

Mas que valores são esses que tanto ajudam ou prejudicam as nossas caminhadas?

Começam pelo país em que escolhemos nascer. Cada um tem, em si, uma forma de agir e de ser. E são nestas características que precisamos aprender a nos superar. Não é por um acaso que um Argentino pensa diferente de um Brasileiro. Não é por um acaso que um Belga pensa diferente de um Francês. Não é por um acaso que um Português quando viaja a Paris "vai para a Europa"...

Na sequência, vêm os pais que escolhemos para nos moldarem em educação e nos acrescentarem maior ou menor dificuldade em nossa caminhada de cada vida. 

Se tivermos irmãos mais velhos é porque os escolhemos. Se temos irmãos mais novos é porque ELES nos escolheram como companheiros de evolução ou por resgate cármico. Existem, portanto, fortes valores familiares.

A sociedade em que vivemos nos apresenta várias opções de valores que podemos, exercendo o Livre-Arbítrio, adotar ou ignorar.

Nossos Amigos, e os relacionamentos, não são fortes por um mero acaso. Eles também nos apresentam várias opções de valores, que adotamos se quisermos...
Nossa religião, e o que cremos ser verdadeiro para construir a nossa fé, são uma real opção para que nossos valores sejam adequados -ou não-, ao nosso crescimento.
Nossos parceiros, namorados, mulheres ou maridos, igualmente são uma fonte enorme de valores que estão à nossa disposição para adotarmos ou não.

Portanto, somos -sim-, fruto do meio em que vivemos e nossa caminhada tem muito de cada um de nossos relacionamentos. O que gostamos e aprovamos deles, ajuda a moldar a nossa forma de viver a vida.

Está faltando equilíbrio, a vida perdeu o sentido, as dificuldades não cessam e os resultados estão ruins?
SE Observe. 

Verifique qual o valor que não lhe serve. O que você usa como alicerce em sua vida? 

SE observar é dar um passo à frente de simplesmente Observar-se. E isso implica, necessariamente, que tenhamos postura de eliminar o que não nos serve para buscarmos entender um pouco mais da vida.

Dias atrás ouvi um rapaz que estava usando calças no meio da bunda, aparecendo as cuecas, meia canela, com camiseta cheia de caveiras, brinco em uma das orelhas, uma tatuagem de escorpião no antebraço direito e outra de lua cheia no outro braço, reclamando que foi numa entrevista, na busca de um TRAMPO e que as pessoas da empresa não deram retorno da dita entrevista...
Não falei nada, mas pensei: 

Este precisa SE Observar...
Todos nós sabemos que existem funções em que a aparência é fundamental...
Sei, mais do que você possa imaginar, que a vida não é uma competição com qualquer pessoa, a não ser consigo mesmo. Somos nós, com nossos vícios e hábitos que fazem parte de nossas colheitas.

São nossas decisões, emocionais ou não. De conformismo ou de dinamismo que nos ajudam a criar nossa evolução. E elas estão altamente comprometidas com os valores os quais cremos serem verdadeiros para nossa vida.

SE Observar significa entender cada um dos valores que cremos serem corretos e adequados para gerarem nossos pensamentos.
Não há como negar que somos, portanto, consequência de nossos valores. Eles geram o nosso destino.
Não é um super, hiper, mega, master, cara que faz isso por nós. Somos nós quem decidimos caminhar de acordo com os valores os quais acreditamos serem corretos para nossa atual existência.
SE Observar é uma clara demonstração de sabedoria de vida que sempre começa com Observar-se.
Mas, cuide-se, ao SE OBSERVAR, depois de Se Entender, vem o mais difícil: Agir conforme. 





*Saul Brandalise Jr. é colaborador do Site, autor do livro: O Despertar da Consciência da editora Theus, onde mostra através das narrativas de suas experiências como extrair lições de vida e entusiasmo de cada obstáculo que se encontra ao longo de uma vida.
Fonte:http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=10798